1. Por que o INSS nega tantos pedidos
Negativas são mais comuns do que se imagina.
Muitas vezes, o segurado cumpre todos os requisitos, mas o INSS indefere o pedido por erros administrativos, perícia incompleta ou interpretação restritiva da lei.
Outros motivos frequentes:
Falta de documentos médicos;
CNIS com informações incorretas;
Desconhecimento das regras específicas da aposentadoria da pessoa com deficiência.
2. Primeiros passos após a negativa
O primeiro passo é não desistir.
Toda decisão do INSS pode ser revisada ou contestada.
O advogado previdenciário vai analisar o processo administrativo e identificar o que causou a negativa — e se o caso é de recurso interno ou ação judicial.
3. Como funciona o recurso administrativo
O recurso é feito dentro do próprio INSS, e permite que o caso seja revisto por outra instância.
Nessa fase, é possível:
Apresentar novos documentos;
Corrigir falhas formais;
Argumentar com base em laudos técnicos e jurídicos.
Com um recurso bem estruturado, muitos casos são revertidos sem precisar ir à Justiça.
4. Quando é necessário entrar com ação judicial
Se o INSS insistir na negativa, o próximo passo é a via judicial.
Na Justiça Federal, o juiz pode determinar nova perícia médica, analisar as provas e conceder o benefício com pagamento retroativo.
Essa é uma alternativa eficaz especialmente para casos em que o INSS ignora provas ou erra na avaliação da deficiência.
5. Como evitar novas negativas
A melhor forma de evitar problemas é preparar o pedido com antecedência, reunindo:
Documentação médica completa e atualizada;
Simulação do benefício com base no grau da deficiência;
Laudos e relatórios técnicos bem estruturados.
Conclusão
Ter o benefício negado não é o fim — é o começo de uma nova etapa.
Com orientação jurídica certa e documentação organizada, é possível reverter a decisão e garantir o direito à aposentadoria da pessoa com deficiência com segurança e tranquilidade.
Advogada