Dia: 7 de outubro de 2025

  • Como se preparar para a perícia médica do INSS

    Como se preparar para a perícia médica do INSS

    Como se preparar para a perícia médica do INSS

    Para quem busca benefícios por incapacidade, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, a perícia médica é o momento mais decisivo do processo. É ela que vai determinar se você realmente está incapacitado para o trabalho e, portanto, se tem direito ao benefício.

    O problema é que muitos segurados chegam despreparados para a perícia, o que pode comprometer toda a análise. Isso acontece porque não sabem o que levar, como se comportar ou o que esperar do perito.

    Veja alguns pontos fundamentais para se preparar:

    1. Documentação médica completa: laudos, exames, receitas, relatórios de especialistas. Quanto mais atualizado e detalhado o material, mais difícil será para o perito ignorar sua condição.

    2. Relato claro da situação: explique desde quando está doente, como a doença afeta sua rotina e quais limitações você enfrenta. Evite exageros, mas não minimize seus sintomas.

    3. Apoio jurídico: o advogado previdenciário pode orientar sobre quais documentos são mais importantes, preparar quesitos específicos e até contestar laudos mal feitos.

    4. Conduta durante a perícia: seja sincero e objetivo. O perito não é seu médico de confiança, mas sim um avaliador. Sua função é comprovar a incapacidade.

    E se a perícia for mal feita?
    Infelizmente, não é raro que os peritos façam avaliações rápidas, sem examinar o segurado adequadamente. Nesses casos, é possível apresentar um recurso administrativo ou buscar a via judicial para contestar o laudo.

    Na Justiça, o juiz pode nomear um perito independente, o que muitas vezes resulta em uma análise mais justa e equilibrada. Além disso, o segurado pode apresentar seus próprios documentos médicos, fortalecendo ainda mais a prova da incapacidade.

    Por isso, a preparação para a perícia não pode ser improvisada. Ela deve ser planejada, com orientação adequada e documentação organizada. Esse cuidado aumenta significativamente as chances de obter o benefício.

    No fim, a perícia médica não precisa ser um obstáculo, mas sim a oportunidade de comprovar, de forma técnica, a realidade da sua condição. Com a preparação certa, você deixa de depender apenas da visão do perito e passa a ter o controle do processo.



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    Dra. Erica Bareze

    Advogada

  • Por que tantos benefícios são negados pelo INSS e como recorrer

    Por que tantos benefícios são negados pelo INSS e como recorrer

    Por que tantos benefícios são negados pelo INSS e como recorrer

    Quem já passou pela experiência de ter um benefício negado pelo INSS sabe o quanto isso pode ser angustiante. Muitas vezes, o segurado tem certeza de que cumpre os requisitos, mas recebe a resposta negativa sem sequer entender o motivo.

    Existem várias razões pelas quais o INSS nega benefícios:

    • Falta de documentos: um simples contracheque ou certidão não apresentada pode ser o suficiente para a negativa.

    • Erros no sistema: o CNIS, que é o Cadastro Nacional de Informações Sociais, frequentemente apresenta falhas, deixando de registrar períodos de trabalho ou contribuições.

    • Interpretação restritiva da lei: alguns servidores aplicam a legislação de forma muito rígida, negando pedidos que poderiam ser aceitos.

    • Perícias mal realizadas: no caso de benefícios por incapacidade, a avaliação médica nem sempre reflete a real condição do segurado.

    A boa notícia é que a negativa não significa o fim do caminho. Existem dois caminhos principais:

    1. Recurso administrativo: pode ser apresentado dentro do próprio INSS, solicitando que outra instância revise a decisão. Nesse recurso, é possível juntar novos documentos e reforçar os argumentos.

    2. Ação judicial: quando o recurso não é suficiente ou quando o caso exige rapidez, é possível ingressar com uma ação na Justiça. Nesses processos, um juiz analisará as provas e poderá determinar a concessão do benefício, inclusive com pagamento retroativo das parcelas devidas.

    É importante destacar que muitas pessoas desistem na primeira negativa, acreditando que não têm direito. Mas a experiência mostra que grande parte das negativas pode ser revertida quando o caso é bem conduzido.

    O advogado previdenciário não apenas entende a legislação, mas sabe como identificar os erros do INSS, reunir provas sólidas e apresentar a argumentação correta. Isso transforma uma negativa em uma oportunidade de reconhecimento do direito.

    Se você teve seu benefício negado, não encare isso como uma derrota. Encare como um primeiro passo. Com orientação jurídica, você pode recorrer, corrigir as falhas e conquistar o benefício que lhe é devido.

     

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    Dra. Erica Bareze

    Advogada

  • O que fazer quando o INSS enrola demais para analisar seu pedido

    O que fazer quando o INSS enrola demais para analisar seu pedido

    O que fazer quando o INSS enrola demais para analisar seu pedido

    Quando alguém dá entrada em um pedido no INSS, espera que a análise seja rápida e justa. Porém, a realidade é que muitos segurados ficam meses — às vezes mais de um ano — aguardando uma resposta. Essa demora não é apenas frustrante: pode comprometer a vida financeira da pessoa, especialmente quando ela está doente, sem condições de trabalhar ou dependendo do benefício para manter a família.

    A legislação previdenciária prevê prazos para análise. Em regra, o INSS tem até 45 dias para dar uma resposta ao segurado. Esse prazo pode ser prorrogado em situações excepcionais, mas não é aceitável que os processos fiquem parados indefinidamente. Quando isso acontece, o segurado tem o direito de exigir uma solução.

    E o que pode ser feito?

    • Acompanhamento próximo do processo: é importante monitorar cada etapa pelo sistema do INSS ou com auxílio do advogado. Muitas vezes, o pedido fica parado por uma exigência que não foi cumprida, como a falta de um documento simples.

    • Medidas administrativas: quando há demora injustificada, pode ser feito um requerimento interno exigindo a análise.

    • Medidas judiciais: se mesmo assim o INSS não cumpre sua obrigação, é possível entrar com uma ação na Justiça Federal para obrigar o INSS a concluir o processo.

    Esse tipo de ação é conhecido como mandado de segurança e costuma ter uma tramitação rápida, justamente porque não se trata de discutir se o segurado tem ou não direito ao benefício, mas sim de exigir que o INSS faça a sua parte: analisar o pedido.

    Além disso, ter um advogado especializado faz toda a diferença. Ele vai identificar em que etapa o processo está travado, organizar os documentos necessários e adotar as medidas mais eficazes para acelerar a análise.

    Portanto, se o seu pedido está parado há meses, não aceite essa situação como normal. Demora excessiva é injustiça. Buscar ajuda especializada pode garantir que o INSS cumpra o prazo e que você tenha acesso ao benefício no tempo certo.

     

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    Dra. Erica Bareze

    Advogada